segunda-feira, agosto 03, 2009

Ainda sonhos

Sonhei com trabalho, hoje. Uma solução gráfica para um problema e, além disso, uma piada do meu inconsciente sobre minhas próprias crenças. Razoavelmente patético, eu diria. A provocação, não a solução. Esta, por sinal, é bem interessante, pretendo aproveitar algo dela.


Falta vontade, sabe? De levantar, ler, desenhar, escrever, pesquisar. Como se tudo estivesse distante demais pra ser alcançado. Pelo menos os dias têm sido movimentados, entre preparações para cirurgia, almoços, amigos e trabalhos. Acho que aprendi a lição, "mais vale um gosto que um vintém". Guardar dinheiro para sempre ter dinheiro guardado é prudente, mas prudência não dá boas histórias. Geralmente.


Estou surpreso comigo mesmo. Cativado pela Lily Allen. Preconceito meu, claro, nem tinha ouvido muita coisa dela antes. "Not fair", porém, é fantástica. O ritmo é divertido, dá vontade de sair chacoalhando. A letra é hilária, algumas vezes quase uma luva.


Média atual: duas semanas.
Próxima meta: dez dias.

sábado, agosto 01, 2009

Noites sonhadas

Ok, estou assustado agora.
Eu realmente não tenho o costume de sonhar com sexo, quanto menos com pessoas que eu tenha transado ou que deseje. Que isso tenha acontecido repetidas vezes de quinta pra hoje deve significar alguma coisa, mesmo que seja freudianamente saudade da minha mãe. Creio que consigo identificar os pontos em cada sonho que me fazem querer de volta ou para mim as coisas que já não tenho ou ainda não tive.

De quinta pra sexta a explicação é simples: cultura, distância, solidão acompanhada, saudade de uma perspectiva de futuro realmente animadora. É claro que o medo vem sempre, mas estou cada vez mais firme na convicção de que certos estereótipos só poderão ser quebrados fora de seu lugar de origem. São 23 anos de estrutura para ser despedaçada, ao passo que, no resto do mundo, a força da resistência psicológica (e do olhar social) é mais diluída.

De ontem pra hoje foram três numa tacada só. Mentira, eles foram um por vez, inclusive em ordem cronológica, para auxiliar meu pensamento, sempre tão analítico.

O primeiro nasce da minha tristeza/decepção em ver mais uma linha cortada. Difícil de explicar sem ser misterioso, concordo, mas tento mesmo assim. Eu não gosto de finais, aprecio a continuidade que a vida oferece mesmo às situações que já terminaram. Ontem me dei conta, porém, que mais um pedacinho de passado foi consumido, mais uma pequena lembrança foi deixada de lado. Ok, isso não é errado, é uma forma de desconstruir e tornar mais fácil deixar para trás. Eis que, no meio da noite, veio um revival com direito a parentes e tudo. Até consigo localizar as razões de ter sido um "sexo escondido e às pressas", mas imagino que o importante seja a saudade, mais do que as condições.

Para o segundo caso, porém, as circunstâncias são mais importantes do que a lembrança. A sensação de liberdade, aliada ao medo, produziu um turbilhão de questionamentos. Cresci muito ao passo de alguns dias, mas também demorei uma eternidade para notar o quanto meu medo é forte e significativo. O pavor de romper os estereótipos é indescritível, principalmente quando esta possibilidade foi entregue perfeita, palpável, já construída.

Por fim, o terceiro sonho, bastante representativo do que eu me digo querer, veio com um aviso daquilo que temo: o rompimento do contrato. Quando me dei conta do que havia sonhado, pensei que algo estava faltando, mas agora percebo que não. Das minhas últimas experiências significativas, este último sonhar sintetiza tanto o que falta quanto o que ainda não veio.


As regras são, o tempo inteiro, o importante neste texto. Para serem seguidas, para serem ignoradas e para serem reescritas. Aprendizado é necessário para não repetir erros e tristezas, mas coragem vem ainda melhor para enfrentar a dúvida e as cristalizações de pensamento.

sexta-feira, julho 31, 2009

Ainda vivo

Blogar costuma ser mais fácil quando a vida corre agitada, principalmente pra baixo. A minha anda legal, então nem posso reclamar (ou escrever) muito.

Achei curioso o que me disseram por esses dias, que quem lesse meu blog e não me conhecesse pessoalmente imaginaria uma pessoa completamente diferente. Faz sentido, sabe? As letras escritas revelam uma parte de mim que não costuma ser demonstrada para o mundo, protegida dos julgamentos mundanos. Não é curioso, contudo, que aqui também haja restrição?

quinta-feira, julho 16, 2009

Sobre vender o peixe

Importante lição, crianças: quem não é percebido não existe. Pode parecer óbvio, e de fato é, mas se não somos vistos, ouvidos, cheirados, etc, não passamos de uma idéia abstrata que não faz sentido nem apresenta significado.

Pós-modernismo, crianças. Comunicação intensa, inacabável. Sociedade de redes. E cunhadas que falam bem de seus cunhados. Valeu, Mi!

quarta-feira, julho 15, 2009

Uptade básico

Terminei um livro que estava me atormentando há meses (desde pelo menos novembro) lá na Editora. Agora estou finalmente livre pra trabalhar com outros materiais, o que deve animar meu serviço. Ontem já conversei com meu chefe, devo assumir um trabalho já iniciado, feito pela arquitetura. Projeto gráfico interessante, com alguns problemas – que corrigirei – e alguns desafios. Nham, gosto de desafios novos para afiar meu trabalho heheheehh

Mais novidades na sequência, a vida anda agitada :oD

terça-feira, julho 14, 2009

Empolgação

A diferença entre ser mais um e ser alguém com um nome lembrado está não só em aparecer, mas também em fazer. Alguns aparecem e somem logo que se nota que não têm o que oferecer, outros não aparecem mesmo tendo muito o que dar ao mundo. Qual a dificuldade de alinhar os dois?

Estou bem animado com as possibilidades de trabalho que estão se apresentando para mim, não entendo como deixei tanto tempo se colocar entre eu e meu próprio crescimento. Bem, o querer-ser-professor certamente contribui, agora que está mais encravado na minha cabeça hehehehe

Eventualmente contarei por aqui minhas andanças e atuais sucessos, todos ainda parciais, mas é a partir do potencial que a gente constrói o concreto, não?

segunda-feira, julho 13, 2009

sábado, julho 11, 2009

Aniversário

Aqui publico minha primeira tentativa saída do meu novo Firefox. Estou realmente empolgado com os plugins e add-ons dele, incluindo as frescurinhas do Twitter heehheeh... vamos ver se aqui em casa arranjo a coragem necessária para atualizar o blog com uma frequência desejada!

Beijos, mortais. Eis que a raposa completa 23 anos.

domingo, julho 05, 2009

Então

Escrever como se nada tivesse acontecido parece ser a melhor solução, não é?



Tive aula no Hospital Psiquiátrico São Pedro neste sábado. Saí de lá, caminhei pela Ipiranga, comi no Bourbon, verifiquei meu salário, aproveitei o sol, dormi, estudei. Por um breve momento, as 7h30, tive a escolha entre voltar a dormir ou viver um pouco. Acordei na hora em que deveria sair, e a decisão ali implicaria chegar atrasado ou não chegar, estas eram minhas chances.


Domingo de sol. Não quero sair, não quero viver na rua. Fico postergando a reforma cultural e social para sempre. Em seis dias, acrescento um número na minha idade. Tempo passando, vida passando, e eu baixando podcasts. Estudar pra que?

terça-feira, junho 23, 2009

23 de junho

Tchau vó. Vai com Deus.

mensagem pouca, muito pra dizer, muita concentração voltada pra segurar as pontas
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...