sábado, novembro 29, 2008

Dúvida

Não sei se é algo particular meu ou se todo mundo é assim. De qualquer modo, alguém na existência deve ser semelhante, então vamos à pergunta: por que razão sempre esperamos exatamente as coisas que sabemos que não vão acontecer?

Em certa medida isso nos traz à construção mais comum da maioria das histórias: algo que saiu diferente do previsto. Normalmente apresentada como "conflito", ou "antagonismo", essa alteração no que era para acontecer sempre leva a ocorrências diferentes.
Também está no fundamento de todas as experiências novas. Muito esperta a raposa do pequeno príncipe, ao dizer que todos os dias são iguais e que o trigo não traz nada de interessante para ela, exceto se for cativada pelo menino, quando então o dourado do trigo trará lembranças. Meus domingos são de ficar em casa, portanto todos iguais; os que eu saio são especiais.

Vivo desejando uma vida mais agitada, mais social, menos inerte. O meu erro, porém, está nessa última parte, na inércia. Ela deve fazer parte da minha vida, porém de uma forma diferente: ao invés de me manter parado onde estou, devo estar me movendo e continuar andando.

Sair, respirar.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Hunf

O ano está acabando, a faculdade também.

Não passei na seleção para diagramador júnior (anúncios, basicamente) do Grupo RBS. Isso me enche de raiva, por alguma razão, e decepção, também... Por outro lado, estão movendo mundos e fundos para que eu seja efetivado lá na Editora. Será que existe esperança? Logo agora que eu, egoísticamente, não queria mais.

domingo, outubro 26, 2008

Contagem regressiva: 23

Farei a contagem como a minha colega disse: sem considerar hoje ou o dia 19 de novembro. A perspectiva fica mais assustadora dessa forma, sem dúvida...

quarta-feira, outubro 22, 2008

Contagem regressiva: 28

Pulei um dia, sorry folks.
Sou o destaque da sessão Comunicação, Linguagem e Organizações B. Isso me deixou absurdamente feliz, já que valeu o esforço de estudar, ensaiar, estudar de novo, ouvir críticas o tempo inteiro, ensaiar de novo. A sensação de estar lá, falando para um grupo de pessoas, sendo avaliado por uma banca, tudo aquilo junto... ótimo demais.

Agradeço a presença de todos os membros da pesquisa. Muito me espantou notar que dos sete apresentadores, apenas três estavam acompanhados de seus orientadores. Casualmente, os três da UFRGS. Os outros quatro, da Feevale, Unisinos e (esqueci) foram sozinhos. Um deles ainda tinha os pais, mas nada de orientação ou colegas de pesquisa.
Ah, os pais. Fiquei meio sentido de não ter convidado minha mãe para ir lá me assistir. Pelo que ela me disse quando cheguei em casa, que ficaria muito orgulhosa de ter ido, acho que ela também ficou sentida. Será que eu realmente ficaria mais tímido com a presença da família e conhecidos? Ou será que eu só queria um momento *meu*, longe da família e dos amigos, apenas com meus colegas de trabalho voluntário?

A monografia está andando.
Amanhã pego mais um trabalho que pode me dar uma ajudada, agora vou pesquisar se existe algum livro que me ajude a situar melhor, historicamente, o Novo Jornalismo.
Correria!

segunda-feira, outubro 20, 2008

Contagem regressiva: 30

Hoje tive mais um ensaio para a apresentação do Salão de Iniciação Científica. Acredito que as dúvidas e medos com relação à minha performance foram bastante reduzidas.

Duas coisas me aconteceram hoje que são dignas de destaque. Aliás, mais do que duas, mas vamos por começar com essas duas, outras eu puxo do baú quando assunto faltar.

A primeira delas, fui até minha aula das noites de segunda conversando com um colega que eu tenho visto bem pouco, nós entramos juntos da faculdade e fomos colegas em quase todos os semestres, muitas vezes nos mesmos grupos. Vamos nos formar juntos, também, mas ele o fará em gabinete, enquanto eu irei na festa e tudo mais. Opções, escolhas, essas coisas.
Falamos bastante do futuro. Ele está pensando em tentar a sorte em Brasília, onde conhece algumas pessoas e o jornalismo político é bem receptivo. Pelo que ele estava explicando, as chances são bem maiores lá do que aqui.
Eu mantenho minhas eternas dúvidas sobre para onde ir. Estou cada vez mais certo de que o meu futuro não é Porto Alegre, ao menos não um futuro feliz. Tenho muito medo de que daqui a trinta anos eu continue como hoje, olhando para trás e deixando uma trilha de arrependimentos.

A outra coisa que me aconteceu foi um momento iluminado. Ou profundamente escurecido, talvez. Já estava envolvido num humor pouco agradado quando essa constatação me veio à cabeça, então talvez isso se explique.
Eu estou neste curso de segundas-feiras desde março e ainda não fiz nenhuma amizade. Troquei umas palavras aqui e outras ali, mas ninguém pra sentar do lado e conversar um pouco. Poxa, duas horas por semana eu passo naquele teatro e nada!?
Sou um fracasso social.

domingo, outubro 19, 2008

Contagem regressiva: 31

Tenho trinta e um dias até a entrega da minha monografia. Estou contando o dia 19 de novembro nessa medida, porque acredito ser possível imprimir tudo em um dia só. Na real, eu devo estar com tudo pronto pelo menos uma semana antes, para que últimas revisões e acertos sejam feitos. Deram o tiro e agora os cavalos estão correndo.

Respirar, meditar, escrever, me formar.

domingo, outubro 12, 2008

Devia ser

Existem algumas coisas que, se eu pudesse, eu mudava em mim. Não vou colocar por ordem de importância, até porque eu não parei para ordená-las e não pretendo fazer isso agora. Mal arranquei um tempo do meu dia pra vir aqui escrever...

Ser menos preocupado com os outros.
Pudesse eu certamente faria o tipo egoísta. Não me importar com ninguém, fazer o que eu quero, azar o mundo. Na realidade, é a velha busca pela felicidade. Parto do princípio – no mínimo lógico – de que se não nos preocupamos, somos felizes.

Ser menos alto.
Não gosto da minha altura, acho que sobra corpo. Sigo a linha mais minimalista, acho o pequeno mais bonito que o grande. Nunca entendi esse gosto, mas explica em grande parte a síndrome de Peter Pan.

Ter um raciocínio acadêmico.
Isso eu queria para facilitar meu texto. Na real, é apenas uma demonstração de quão frustrado eu estou por ver minhas escritas serem riscadas pela minha orientadora o tempo inteiro. Eu sabia que ela era assim, escolhi por isso, então agora tenho que aguentar, né? Hunf.


Ah
esse post é muito depressivo
vai uma foto feliz e vou encerrar por aqui, tenho que voltar à preparação do meu ensaio de apresentação da pesquisa (semana que vem tem Salão de Iniciação Científica).

terça-feira, outubro 07, 2008

Passando por aqui


Semana do cão, muita muita coisa pra me ocupar. Portanto, deixo um endereço com umas imagens legais, incluindo a que ilustra este post: http://www.dontwakemeup.com/

segunda-feira, setembro 29, 2008

Impulso

Hoje eu abri uma nova conta universitária. Fora minha poupança no Banrisul e minha conta no Banco do Brasil, passarei a ter também uma conta no Santander. Fiz pelo cartão sem anuidade, confesso. A intenção é boa, mas os neurônios falharam: agora eu tenho uma conta cujo custo de manutenção é R$ 1,00 ao mês, certamente menos que o Banco do Brasil, mas ainda assim é um real a mais por mês. Até que eu cancele a conta no BB. Será que vou cancelar? Por enquanto a única utilidade dela é o meu salário. Não sabendo onde estarei a partir do ano que vem, não me parece tãããão ruim a perspectiva de uma conta num banco melhor.

Ah, eu gosto do Santander, isso deve contar pra alguma coisa.

Se o cartão vier, como disse o rapaz do estande, com R$ 800,00 de limite, isso me deixa com um poder de compra a crédito de R$ 1200,00 (até que eu cancele o visa do BB). Tenho que concordar que é mais condizende com os custos de alguém que planeja sair de casa no início do ano que vem.


xxxxx

Bãh, hoje fui ver quanto custa passar um mês na França estudando. Só pra agência que operacionalizaria a função toda, R$ 7.000,00. Fico imaginando quanto mais em passagem, custos locais, etc etc. Dois meses ficam em R$ 16.000,00. Um ano, R$ 85.000,00.
Argh.
Vou amargar mais uns anos sem conhecer o resto do mundo e seguir trabalhando aqui, em busca de conhecimento e poder de fogo suficientes para bancar meus passeios. Se eu tiver que morar em Goiânia para chegar até Paris, em Goiânia morarei.
Dinheiro, hunf.

domingo, setembro 28, 2008

Alice

Série nova da HBO, hoje passou o segundo episódio. A história é simples: garota que mora em Tocantins vai pra São Paulo porque o pai se matou. Quando ela descobre um mundo de maravilhas na gigante cinza, acaba ficando e vai vivendo aventuras em busca do legado de seu sempre presente (mas só agora que está morto) pai. A mágica reside na descoberta de uma vida diferente, um mundo distante de tudo que a protagonista conhecia.
A referência básica é Lewis Carrol, com Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho. Ainda estou lendo o primeiro, então a única ligação que eu consigo estabelecer é a correria do País das Maravilhas no qual Alice está metida, e a sensação de mágica constante que circula a menina do interior.
Estou achando o seriado bem fraco, faltam algumas explosões ou cenas mais rápidas. No fim do primeiro capítulo, resolvi assistir o segundo para tirar a prova. No fim do segundo, estou balançado sobre assistir ao terceiro, pendendo para o sim apenas porque estou gostando do mundo paulista que está sendo desnudado.

Eu gosto da Alice.
Já me senti Alice.
Sinto saudade, algumas vezes, de ser Alice. Não é a mesma saudade de ser Peter Pan, são coisas diferentes. Peter Pan fica no mesmo lugar para sempre, igual e intocado, porém feliz. Alice não, Alice desafia e descobre, se envolve e se perde.


xxxx


Acho que tentarei ficar zen nesta semana.
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