quinta-feira, abril 30, 2009

Happy?

Ai ai
a vida tem uma maneira curiosa de girar e nunca parar, né? Estou contente, apesar das dificuldades, com os acontecimentos recentes. É bom ter a noção de que as coisas acontecem, e tudo tem realmente conspirado para eu crescer.

Estou crescendo, e isso me deixa feliz.

Aprendizagem

Qual a função do Trabalho de Conclusão de Curso, ou monografia? Simples: sedimentar o conhecimento adquirido ao longo da faculdade. Embora não contemple todos os pequenos aprendizados que compuseram os anos de estudo, trata-se de um trabalho que seleciona alguns aspectos mais importantes e os organiza na forma de pensamento científico. Essa é a função da escrita, da produção intelectual.

Artigos científicos servem, portanto, a dois usos: divulgar o conhecimento desenvolvido e organizar o raciocínio sobre um tema. Enquanto raciocinamos mentalmente, nossas idéias são maleáveis demais, o que torna difícil enxergar os furos em nossas teorias. Uma vez colocados no papel, esquematizados e explicados, processados através de um olhar lógico, os conhecimentos tendem a ser colocados em prova e, portanto, organizados e reaprendidos.

A mesma lógica vale para passar a limpo as idéias discutidas em aula, ou para anotações feitas sobre determinado conteúdo. Além de serem modos de buscar as idéias principais em uma fonte segura (papel, melhor que a memória), escrever e rescrever o que aprendemos fixa nossas idéias.

Agora é colocar em prática!

quarta-feira, abril 29, 2009

Wednesday

Não tenho muitas idéias novas para partilhar hoje. Amanhã teremos uma despedida para uma colega na Editora, hoje de noite saberei se a PUCRS assinou meu contrato para que eu volte a trabalhar, talvez eu consiga formar um acordo de trabalho muito interessante financeiramente, descobri que uma amiga está grávida de quatro meses e meio, finalmente tenho leituras para fazer para a especialização, amanhã irei para Tramandaí, creio ter encontrado um tema de pesquisa razoável para o mestrado... é isso. Deve ter mais, mas não escreverei mais, estou apenas atualizando o blog.

domingo, abril 26, 2009

Furioso 2

Alguém tem alguma coisa a ver com as minhas escolhas? Infelizmente sim: todas as pessoas que podem ser afetadas por elas.

Eu sempre trabalho pela idéia básica de "faça o que quiser, desde que não faça mal a ninguém". Recentemente fui obrigado a aceitar que o suicídio, embora não seja um mal direto a outras pessoas, significa um vazio na existência de todos aqueles que se importam. Olhando desta forma, os suicidas estão sendo cruéis e fazendo mal aos que se importavam com eles, logo o suicídio não é um comportamento aceitável.

Acontece que os interesses das pessoas são conflituosos e não é possível viver sem experimentar escolhas que vão ora machucar um, ora machucar outro. Como escolher? Talvez ainda mais importante do que COMO escolher QUEM machucar, levanto a questão: entre um e outro, onde entra o NOSSO bem-estar?

A proposta de não fazer mal aos outros é basicamente altruísta, vem da noção de que devemos passar pela existência causando o mínimo de conflito possível. Ora, então vou me jogarnum convento e não ter contato com as pessoas! E não, não farei isso.

Não posso considerar essa "regra moral", então, como a baliza comportamental número um. Ela simplesmente não funciona. De algum modo colocarei o meu prazer, o aprendizado e a emoção em primeiro lugar, assessorada pela bússola moral.


Fica uma questão: a sinceridade com a qual venho tentando jogar a vida, ela continua valendo? Ou coloco-a de lado e facilito meu trabalho, mantendo as pessoas no escuro? Faz sentido, se é a luz que as machuca. É curioso, pq a luz gradual machuca, mas tenho a impressão de que a exposição súbita (descobrir aquilo que não se sabia até então) dói mais.

Bem, o mínimo que posso fazer é ser sincero comigo.

sábado, abril 25, 2009

Furioso

Eu estou completamente furioso. De que adianta a criatura tentar ser honesta se isso é entendido como desonestidade? Poxa, desde quando dizer "ó, não vou ficar contigo pq estou ficando com outra pessoa" é errado?

Simplesmente não sei o que fazer. Em algum lugar alguém vai sair machucado, e quando isso acontecer eu também me machurarei. AAARGHHH

Com local

Interessante como o dinheiro facilita algumas questões da vida prática, não? Conversando com algumas pessoas por estes dias, chegamos à conclusão de que depois dos 18 anos não existe ficar com alguém e não transar com essa pessoa, salvo no caso de ser uma "ficada em que não rolou", ou quando existem outros impedimentos, tais como a falta de um lugar disponível.

Talvez esteja aí a diferença entre as descobertas da adolescência (que eu não tive), período em que começamos a experimentar o mundo e a enxergar o que ele pode nos oferecer; as vivências da juventude, em que nos excedemos de forma mais profunda do que quando mais jovens; e a fase adulta, em que temos uma relativa estabilidade financeira para segurar nossas vidas.

Creio que estarei pronto para guiar minha vida completamente no momento em que tiver um canto que possa chamar de meu. Hoje aproveito as condições que outros podem me oferecer, e ainda que esteja sendo suficiente, sinto-me um tanto incomodado com a necessidade de eu me dispor (sempre) a me deslocar. Vindo de um relacionamento em que eu ficava em casa esperando, é bem estranho notar essa inversão.


Festas.
Elas são divertidas, agitadas, suadas. Não irei em nenhuma nesta semana nem na próxima, em função de alguns compromissos anteriores. Ainda não estou sentindo falta, pois o principal prêmio de uma noite de festa bem sucedida eu já tenho sem precisar dançar.

Não deixo de achar curioso o modo como o mundo se constrói.

quinta-feira, abril 23, 2009

Arrogâncias

Estive pensando, não sei bem se ontem ou se hoje, sobre a arrogância das pessoas. Ainda não testei minha teoria, mas vamos a ela mesmo assim. O modelo a partir do qual construí essas idéias sou eu mesmo, e nem poderia ser diferente, por enquanto.

Imaginei dois tipos de arrogância. Uma, predominantemente adolescente, típica dos que não conhecem seus limites e por isso acham que não os têm; e a outra, pós-jovem, marcada pela noção de que os limites existem, mas não são necessariamente um problema.

A arrogância adolescente é, obviamente, problemática, pois ela se baseia na infinitude das capacidades do indivíduo. Ninguém é, sozinho, capaz de tudo, e essa noção é necssária para que se possa construir uma coletividade. Ninguém é capaz de viver sozinho, também, não perto de outras pessoas. Trancar-se no quarto e xingar a mãe não é viver sozinho, mas sim ser um adolescente arrogante e idiota.

A arrogância pós-jovem talvez seja um conceito mal-nomeado. É o conhecimento dos limites, a noção de que não podemos tudo, o reconhecimento de onde as outras pessoas entram em nossas vidas e de que modo elas são importantes. Saber do que somos capazes.


Reconheci estes dois estágios depois de notar o período em que deixei de ser arrogante, no meio da faculdade. Foi o momento em que percebi o tamanho de um mundo maior do que o meu umbigo, e espantei-me que nunca o tivesse notado antes.

Estou agora revendo esse raciocínio e encontrando furos. Até parece que algum tipo de arrogância é necessário para existir e sobreviver. Talvez seja, mas não sei se de modo tão explícito. É, mais uma teoria a desenvolver.


Fica, então, apenas o exercício mental registrado.

Ahn!

Isso me lembra que nunca comentei minha vida sexual nestas terras, né? Que interessante! Talvez esteja na hora de começar a falar sobre as pessoas, suas condutas, minhas condutas, relações etc.

Dá um medinho, como se fosse proibido pensar abertamente sobre sexo. Preciso trabalhar esse meu lado subversivo :oD

Então tá, talvez amanhã de manhã eu comente algo. Já faz quase cinco dias que eu não pratico essa arte, sabem como é, minha memória está fraca ^^

Fotos perigosas

"A foto mais perigosa do nosso tempo é a de um menino de treze anos com uma ereção".

Estou lendo alguns textos sobre o comportamento humano, repressão do contato (uma escola nos Estados Unidos resolveu proibir o contato físico - de qualquer tipo - entre seus alunos) e também da linguagem.

Qual a razão que nos impede de dizer? Qual o limite para o que é "mau" e para o que é "proibido"?

Ninguém fala abertamente sobre as pessoas com as quais transou. Ninguém sequer diz "vou transar", quando perguntam "o que vai fazer hoje a noite?". Os que dizem, por sua vez, talvez estejam simplesmente guiando um processo de comunicação anteriormente planejado, sabedores da existência de um efeito de "subversão" no ato de falar sobre sexo. Li esse último argumento na introdução de A História da Sexualidade, do Foucault. Terei que relê-lo, pois não tenho certeza se entendi completamente a idéia. Afinal, se existe repressão à fala sobre sexo, é natural que falar sobre ele seja um ato subversivo... em algum ponto este ciclo tem que romper, não?

Ao contrário do mundo, as relações humanas sempre começam de algum lugar...

Repressão

A raiz dos problemas sociais é a repressão. Tenho que desenvolver essa idéia, mas por enquanto ela fica aqui registrada, apenas para a memória funcionar.

Somos reprimidos, por isso não falamos o que pensamos, não mostramos nosso corpo, temos medo de falar de sexo, achamos errado pensar em morte, etc.

Desenvolverei, oportunamente.
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