quinta-feira, dezembro 31, 2009

Last 3 hours

Então é isso, o ano está acabando de verdade. Dentro de três horas estaremos em 2010.


O que eu preciso para que os dias solitários do ano seguinte não sejam uma repetição dos deste, horas jogado em casa esperando alguma coisa acontecer. And once again nothing happens. Talvez seja um aviso divino, um meio de contato da criatura que narra esta história: Tales, não seja burro, não há nada aí.

Ainda assim eu sigo esperando. Esperar: eis um verbo que eu deveria eliminar do meu vocabulário.

Tudo bem. Irei ao Gasômetro encontrar meus amigos, curtir uns fogos, talvez depois ir a uma festa beber até cair. Junkie life it is.


xxxx

Ahn, meu tio me ligou e falou algo sobre como é importante cuidar da saúde. Bem aleatório, mas me deixou pensando. Estou hoje pesando menos do que nos últimos cinco ou seis anos, se bem consultei as balanças nesse período. Talvez esteja na hora de visitar um médico.
Ahn, ano que vem eu faço isso.

Last 5 hours

Tales e a síndrome do não ter o que fazer

Last hours

O plot do último capítulo da temporada está se definindo. A grande questão gira em torno de ser deixado de lado. Eu tenho alternativas, já, e muito boas. Já não é uma questão do que eu queria, está se tornando o que eu quero.

(adoro escrever e parecer que estou no controle)

Construindo 2010

Acabou o período mimimi do dia. Vamos pensar o que virá para 2010.

Goiânia
O mais óbvio primeiro. Vou para uma cidade nova, e minha missão dos primeiros meses será me virar sem a bolsa do mestrado. Não é fato, ainda, mas tenho quase certeza que não terei auxílio financeiro institucional, ao menos no início. Talvez no segundo ano. Arranjarei um emprego, talvez dois, quem sabe trinta. Freelance, tudo o que for necessário para pagar aluguel, comida, festa e estudo. Minhas aulas serão de tarde, o que deve dificultar um pouco a minha vida.
Esse será um tipo de desafio bem diferente do que estou acostumado. Porto Alegre sempre foi "casa da mamãe", a segurança de poder falhar e ter pra onde voltar no fim do dia, receber um abraço e lalala. A partir de março acabou essa segurança, a vida real vai começar a pegar. O tal do cachorro preto da criatividade correndo atrás de mim.

Junkie life
Não vou parar. Decidi agora que a "adolescência" tem que continuar. Não faz sentido começar um processo de mudança e pará-lo só porque a vida ficou difícil. Irei em festas, conhecerei pessoas, me manterei aberto ao mundo. O "sim para tudo" já não persiste, mas o "sim para o novo" vai se manter. Junto com ele, o "sim para tudo que pode ser bom". Isso significa que vou continuar deitando tarde, saindo com pessoas, bebendo tequila, dançando ao som de músicas animadas, entre outras coisas.

Mestrado
Obviamente, terei estudos sérios a fazer. Como me sinto um incompetente, vou me jogar nos livros e absorver tudo que eles puderem me dar. Também os professores ouvirão falar muito de mim. Não gosto da idéia de ser o décimo terceiro. Acho que já passei da fase de me sentir mal porque existem pessoas melhor preparadas que eu; agora já posso entrar na fase em que me preparo melhor.

Amigos
Não quero perder o que conquistei em 2009, o que reforcei. Seja por e-mail, ou telefone, ou carta, manterei contato com as pessoas que gosto. Se um dia eu mudar e não mais querer isso, talvez essas palavras me façam lembrar o valor deles para mim. São pessoas que acompanharam meu crescimento, minha construção. São pessoas que eu quero que sejam felizes :o)

Me posicionar
Não sei o que mais dizer. Eu quero melhorar, como pessoa. Aprender a sair do que não me agrada. Ser mais egoísta, então que estarei sozinho no mundo. Acho que esse será o aprendizado mais difícil, mas também mais importante. Escolher o que eu quero, quando e como. Chega de depender das escolhas dos outros, de "ah, pode ser".
Não gostei, levantei e saí. Um dia isso será realidade. Tomara que seja um dia em 2010 :o)

Recados que me fazem sorrir

fuckin' want to talk to you. i miss you, you know? i really do. anyway... talk to ya? (L) :*
Eu não estava esperando, sabe? Achava que ele ia ficar na praia, aproveitando a vida. E sem drama mesmo, pra mim felicidade é ver os que eu gosto felizes. Mas aconteceu o seguinte, estou sozinho na virada do ano, e acabou que combinamos de passar juntos. Esses dias ele me ligou falando da praia e eu recusei, porque seria sacanagem com minha mãe, que foi pra praia, queria minha companhia e mesmo assim estou aqui, além de haver dois ratinhos aqui que precisam comer. Eu falei, reforcei, que tudo bem ele ficar lá e passar lá, que pra mim o importante era que ele pudesse se divertir e tal.

Aí hoje mandei uma mensagem pra ele perguntando sobre a praia, se ele estava em Porto Alegre, enfim, iniciei os planejamentos para minha meia-noite. Ele disse que estava voltando pra cá e tal, o que já me fez um pouco feliz. Fiquei longe da internet desde o início da tarde, então perdi essa mensagem dele no orkut, que colei. Abatido como eu estava, super feliz eu fiquei. Uma coisa simples, um lembrete simples.

Que só me faz reafirmar: façam os outros felizes.

Música do dia

I could hold your beautiful hands
...
...
...
but it is all over, it's all over...

Last 12 hours of 2009

Eu pretendia fazer um countdown bem longo, várias postagens comentando os acontecimentos e tal. Bem, ocorreu que algumas coisas se aceleraram e acabei não tendo tempo para usar a internet.

Hipoteticamente, meu ano está completo. Fiz tudo que havia me proposto a fazer. Experimentei tudo que queria. Amizades, sexo, drogas, a maior parte das coisas que sempre tive curiosidade. Algumas são experiências a serem repetidas, outras a serem modificadas, algumas poucas a serem descartadas.

Este foi um ano que amei. Não apenas os acontecimentos, mas também algumas pessoas. Não odiei ninguém, posso dizer que há anos não sinto algo verdadeiramente ruim por alguém. Conheci pessoas maravilhosas que em poucos dias já estavam super íntimas, outras não tão maravilhosas nem tão rápidas. Algumas pessoas foram instantâneas, confusas, apaixonadas, apaixonantes, loucas, reguladas.
Vivi com meus amigos, saí para encontrá-los, encontrei-os para sair. Não sei se disse "eu te amo" o suficiente para todas as pessoas que mereciam ouvir essas palavras todos os dias de suas vidas.

Termino o ano exatamente como o iniciei: sozinho. Isso é, muito, uma escolha. Eu poderia estar em algum lugar parado, mas escolhi não parar jamais. Porém hoje não sei se consigo lidar com esse sentimento de solidão. Enquanto mantinha o Effy's style tudo funcionava perfeitamente. Why botter caring about people? Porém, agora que reaprendi a sentir, preciso aprender a lidar com isso. É meio que um turbilhão, muita coisa represada.
Talvez eu guarde tudo outra vez.

Está chegando a hora de planejar 2010. Prometi para mim, como resolução ainda de 2009, que só pensaria no próximo ano quando ele chegasse. Bolsa, emprego, estudos, tudo isso guardado para começara ser pensado amanhã. Como irei me relacionar com as pessoas, o quanto mostrarei de mim, que tipo de festa farei.
Hoje concluí alguns discursos que alterarei. Embora eu não pense em deixar de ser uma pessoa de sexualidade livre e fácil, não divulgarei isso aos quatro ventos. É uma questão de respeito: já me foram apontados dedos com relação a quem eu sou ou ao que faço, e odiei a sensação.


Acho que, no fim, tudo se resume ao medo de ser deixado de lado, de não ser protagonista.


Desculpem, meu punhadinho de leitores, pela verborragia. Estou chateado com os acontecimentos das últimas horas que, embora potencialmente prazerosos, ficaram muito aquém do esperado. Não acredito que houvesse muito que eu pudesse fazer para alterar isso, depois de iniciado o processo. Era meia-boca ou nada, mas eu não tinha me dado conta do que aconteceria. No fundo, mantive minha estúpida crença de que as pessoas pensam como eu.
Não é verdade, nunca é verdade. Ninguém pensa como eu. Quem pensa, enlouquece.
OK, não sejamos idiotas. Óbvio que tem gente que acompanha meu raciocínio, que entende as coisas como eu e tudo mais. Mas onde estão essas pessoas? Eu queria uma delas aqui, me oferecendo um abraço. Simples assim. Um abraço verdadeiro, sabe? Daqueles que aquecem não só o corpo, mas também o espírito.

Nossa, não consigo parar de escrever. Acho que é tanta coisa na cabeça, tanto assunto que sinto precisar encriptar para falar a respeito.
Eu fui transparente ontem e hoje. Odeio ser transparente. O que é ridículo da minha parte, se passei meses treinando para transparecer meus pensamentos. Agora que não estou na caverna, quero voltar. Que diacho de contradição é essa?

Eu realmente entendo a necessidade que as pessoas têm de serem amadas. Compartilho, evidentemente. Puxa vida, olhem pra mim, sou uma criança sedenta de atenção. Ora, vejam o tamanho deste post.

O ano está acabando. As questões dele, não. Novas questões virão para a próxima temporada. Novos desafios, também. Se tudo correr como espero, ainda faço uma lista de desejos para 2010 antes que o ano comece. Se não correr como espero, não pensem mal de mim, é provável que o dia tenha superado minhas expectativas, então.

^^

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Last 48 hours

Can you feel it? It's the year saying good bye.
Ontem, meia-noite e oito, olhei para o relógio e pensei "oh uau, menos de 48 horas para que 2009 se encerre".

Ainda não sei o que farei na virada. Estou um pouco perdido, já que todos meus amigos têm compromissos com suas famílias ou amigos. Eis o lado ruim de não possuir um grupo de amigos fechado e consistente. Transitar por vários círculos termina por não me prender o suficiente a nenhum deles, portanto festas importantes como a virada do ano tendem a não me considerar como integrante. Note-se: não é uma reclamação, é uma escolha. Talvez a partir de 2010 eu escolha diferente, mas por enquanto não posso.

A princípio passarei aqui na cidade com o moço que tem movimentado meus dias nos últimos dois meses. Será um fim de temporada adequado, com um abraço carinhoso e comemorativo, em nome às dificuldades que o semestre apresentou. Ele sabe como me sinto nessa coisa de ir embora, abandonar uma cidade e começar a vida em outra, pois já passou por isso. Porém em muitos aspectos ele não me entende, assim como muitas pessoas têm dificuldade em entender. Sei porque isso acontece, eu transito entre tantos espaços, na esperança de nunca estar fixo em algum espaço. Isso me protege ser convencional. Infelizmente também me prejudica na medida em que ninguém sabe, realmente, o que eu gosto.

Minto. Pessoas sabem. Alguns enxergam através de toda essa onda de desvios e estratagemas. Meio Amélie Poulain, que muda a vida de todo mundo, mas não sabe quem corrigirá a sua própria. Estratagemas. Bah! Nem sei exatamente a razão de ter puxado essa referência, foi uma coisa meio fluxo de consciência. Útil, embora estranho.


Preciso pensar nas resoluções para 2010. Nunca fui de fazer isso, mas o sucesso dos meus planos para 2009 me mostrou que ter objetivos é algo que pode funcionar. Não preciso dominar o mundo em um ano, mas posso mudar o meu inteirinho. Oh uau, estou apaixonado pela vida!

terça-feira, dezembro 29, 2009

Músicas do momento + curando preconceitos

Estou embalado por algumas músicas brasileiras desde a última quarta-feira. Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, Raul Seixas. Nenhuma novidade, não descobri agora, mas o contato com um mocinho legal me fez resolver voltar a elas. E oh uau, como estou contente de estar fazendo isso.

Se duvidar até perco meu preconceito com Los Hermanos. É que durante muito tempo essa banda foi sinônimo de pseudo-intelectual, o tipo de pessoa que realmente me cansa. A mesma coisa com o Beco, que eu acreditava conhecer todos os frequentadores, uma vez que me formei em Comunicação. E ok, não estava completamente errado, o estereótipo é realmente o que eu esperava, mas poderia ser pior.

Isso tudo me leva a reafirmar: preconceito se quebra com conhecimento, com experiência, com influência, com saber-que-existe. "Ai, é gay, é errado". Não, não é, veja seu melhor amigo, ele é gay e tu nem sabia. Ohn, que mágico, ele continua sendo a mesma pessoa, só que sai com homens ao invés de mulheres. Quanto mais a gente conhece, menos a gente discrimina, mais entendemos que é normal ser diferente. Esse tem sido meu lema, e me puxo as orelhas sempre que noto que estou sendo preconceituoso.
OK, um adendo: uma coisa é ter preconceitos, outra é se deixar roubar por um cara mal encarado. Digamos que o que vale não é a inexistência de preconceitos, o que é humanamente impossível, aliás, mas sim a predisposição para destruí-los e reconstruí-los sempre que possível. Tentemos.

Amanhã

A expectativa está um pouquinho grande. Se tudo der certo, 2009 fecha com todos os projetos concluídos. Se tudo der certo, acreditarei que 2010 será um sucesso. Iei!
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