quinta-feira, março 10, 2011

Chove lá fora

Estou aqui sentado na frente do meu computador, todo o apartamento com as luzes apagadas. Lembrei agora que no plural a gente não pode usar "todos" sem "os" ou "as" na frente. O que me faz pensar nos quadrinhos que li recentemente sobre o gênero de coisas que não têm gênero, como a lua, que em polonês é masculino. O lua. Na melhor das hipóteses, esses objetos são trans ou inter. Transexuais, interidiomáticos. Não faz sentido chamarmos a lua de feminina ou masculina. Cadê o diacho do gênero neutro pra nos salvar? Será que começo a usar i como artigo definido neutro? I mi casa foi explodidi por im pedreiri. É, não funcionaria. No curso que ministrei em janeiro, uma aluna usou o dicionário para definir o que é mulher, sem perceber que a linguagem é cheia dessas armadilhas inconscientes. Ou melhor, que passam por nós sem que tenhamos consciência delas. Imaginar que a linguagem tenha consciência ou inconsciência é uma projeção de humanidade sobre elas, antropomorfização ou algo assim. É como pensar que uma raposa possa escrever um blog. Como esse.

quarta-feira, março 09, 2011

Constância

Hoje jantei com um amigo, e nosso tópico principal no jantar foram os relacionamentos que eu e ele estamos vivendo no momento. O dele tem três meses, enquanto o meu tem 15 dias. Estávamos falando sobre as dificuldades de alinhar dois sujeitos diferentes em algo que é para ser bom e proveitoso para ambos. Enquanto conversávamos, comentei algo sobre o tempo que achei pertinente compartilhar.

É frequente imaginarmos o tempo e tudo que transcorre nele como sendo parte de uma linha reta, uma continuidade ininterrupta. O medo mais comum nos relacionamentos me parece ser a percepção de que "as coisas não são mais como eram". Contudo, as coisas nunca são num estado perfeitamente reto. São constâncias, repetições, reafirmações que cristalizam as nossas realidades, que chamamos de presente, em passados, que chamamos de memórias e usamos para dar sentido a tudo que vivemos.
A probabilidade de um relacionamento ser bom todo o tempo, dando a impressão dessa linha reta imperturbável de prazeres, é bastante pequena, variando com inúmeros fatores, tais como as experiências de vida dos sujeitos envolvidos. O mais comum é que ocorram desintendimentos, acertos, erros, maravilhas, lindezas, dores, felicidades, sorrisos, orgasmos, chateações. Assim, imprevisível, inconstante.
Decorre daí que não é inteligente desistir de algo quando deixou de ser satisfatório naquela linha imaginária de continuidade. Tentemos, como alternativa, explorar as repetições do que nos faz bem e avaliar se, num contexto geral, os momentos felizes superam os infelizes? Relacionamento também é trabalho =)


x x x x x

As aventuras em Goiânia agora ganharam uma nova direção. Depois das peripécias de chegar em lugar novo e estabelecer os companheiros do meu adorável seriado, o período de férias encerra com a permanência de alguns amigos, a marcação de algumas participações especiais e, por começo (já que espero que esteja longe do fim), o plot da temporada: a raposa está romanticamente envolvida e, tudo indica, correspondida.
Acompanhem ^^

domingo, março 06, 2011

Questionando

Comprei um netbook e, com ele, veio um juicer que, caso eu fosse comprar, me custaria cem reais. Além disso, ganhei um bônus de cinquenta reais para consumir algum produto acima de cento e noventa e nove reais no site, em virtude de um alegado atraso na entrega. Agora, deitado na minha cama, me pus a pensar o que motivaria um site de vendas a oferecer-me gratuitamente um fazedor de sucos de preço considerável. Entendo que para uma grande corporação, o valor de cem reais possa ser algo próximo de simbólico. Não duvido que eles não sintam a perda como algo memorável, como eu sentiria se fosse, digamos, assaltado. Ou, num paralelo mais adequado, se comprasse um presente deste valor, visto que há uma intenção no ato de entregar o "presente".

O que o site ganha com perder cento e cinquenta reais? A lógica me diz que não há razão para que isso aconteça, salvo se eles puderem reverter esse custo em lucro, tornando-o assim um investimento a longo prazo. O que aconteceu comigo nos dias seguintes ao recebimento do juicer e do bônus para compras acima de duzentos reais? Saí vasculhando o site em busca de possibilidades de novas aquisições, e teria aceitado comprar um item mais caro que em outras lojas apenas para usufruir do meu presente.

Recentemente, interessado nas promoções possíveis para a troca de operadora de celular, inclinei-me a trocar também meu aparelho. Tendo chegado a dois anos com ele no bolso, imaginei que já estava na hora de começar a utilizar algo novo. Motivado por um inspirado vendedor, comprei um celular que acessa a internet e tem wifi, podendo atingir velocidades impressionantes. Eu imediatamente ganhei uma nova necessidade: conexão sem fio em qualquer lugar. Por quê? Por estar ciente de que esse tipo de acesso pode me ser útil, em algumas situações. Bem, tantas outras coisas podem me ser úteis em situações tão específicas quanto!


Eu fui burro e estou me desacostumando a pensar, questionar, duvidar, ponderar, medir. A minha desenfreada busca por compreender melhor as relações humanas e suas consequentes emoções e desejos está me levando a explorar também as fraquezas e idiotices das quais eu tanto ri em outros momentos.
Passarei os próximos dez meses pagando por um aparelho que é bom, tem funcionalidades interessantes e tudo mais, mas que eu poderia estar feliz sem. Por quê? Porque eu posso, tenho dinheiro e crédito para comprá-lo. Além da estupidez. Argh.

O que falta?

Eu não sei, mas falta.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Expressar

Twitter, facebook, msn, e-mail, são tantos lugares onde eu posso expressar o que estou sentindo e pensando agora, que até esqueço que tenho um espaço mais que adequado pra isso: a raposa antropomórfica.

Acordei hoje tremendamente desanimado, um daqueles dias cinzas em que nada parece ter nenhuma cor. Vontade de ficar deitado dormindo e acordando pelo resto das horas, que ainda são muitas. Vontade de falar com pessoas, mas as pessoas que eu quero não estão aqui. Desânimo.

Marquei um cinema com alguns amigos no sábado. Acredito que estar perto de pessoas que eu gosto poderá alterar esse meu humor e me fazer sorrir de novo, mas estou em dúvida se eu quero. Quando estou nessa linha de baixo astral me torno eficazmente produtivo, resolvo meus problemas, faço tudo que tenho que fazer. Quando estou de médio pra feliz, as coisas tendem a se enrolar, outras necessidades ganham peso. Céus.

Mesmo minha capacidade de escrever nubla nesses dias de chuva moral.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Sobre um poema

Hoje li um poema sobre um coração que rachou por alguém que veio e partiu. Quantos amores não se machucam nessas vidas desencontradas? O erro é nosso, dos que acreditam que pessoas foram feitas pra se encontrar, ou de quem vive pelo desencontro?

Estive pensando nas minhas primeiras paixões, em que para eu sofrer bastava eu me saber apaixonado. O outro não precisava participar, muito menos saber. De uns tempos pra cá acho que fui ficando mais exigente, agora preciso pelo menos de um beijo, alguma concretização de algo. Ledo engano, tola sofreguidão: um beijo não sela nada. Nada, aliás, o faz, exceto a repetição incansável de momentos de sentimento.


Tenho saudade desses momentos, nos quais a gente trocaria tudo por continuar tendo-os. Pra sempre, pra mais uma semana, na hora tanto faz. O importante é que não acabe. E acaba.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

=)

Essa é uma postagem escrita às 2h50 do dia 3 de janeiro de 2011. Como estou sem internet, não poderei disponibilizá-la imediatamente. Contudo, talvez seja importante a data.

Eu passei um mês e meio num estado de felicidade constante, pontuada com uma ou outra dúvida, mas nunca deixando de ser feliz. Na virada do ano, porém, fui visitado novamente por alguma sensação de tristeza por estar virando um ano sozinho. Aliás, “sozinho”. Aqui em Goiânia já fiz amigos, meus colegas são inteligentes, meus professores são admiráveis, eu levo a vida que sonhei, ao menos na maior parte do tempo. A tristeza veio por eu ser eu, o cara que diz “nossa, estou tão feliz que acho que vou ficar triste por isso”. Assisti agora, pela segunda vez, ao filme Prayers for Bobby. De novo senti alguma coisa mexer no coração, um reconhecimento das emoções expressadas no filme. Por esses dias uma amiga comentou que outra veio lhe perguntar sobre mim, se ela sabia que eu era gay. Coloco assim, no passado, porque não me identifico dessa forma, mas acho que aqui é um momento para ser rapidamente inteligível.

Até o começo de 2006 eu simplesmente não existia. Estava lá, brincava com meus comandos em ação, lia meus livros, ia para aula, passava nas provas, aguentava chacotas, brincava com vizinhos. A primeira vez que saí com o pessoal da escola, no segundo grau, foi uma pizzaria, no aniversário de um colega, um dos únicos que eu realmente gostava. Lá naquela época, ainda não equipado com as regras de comportamento social exigidas de um guri da minha idade, comprei um peso de papel que era um peixe de vidro azul e escrevi, num cartão, uma série de frases de estímulo, carinho e afins. Nas semanas seguintes, espalhou-se a fama de uma carta de amor que eu teria escrito ao meu colega, e embora eu reconhecesse imediatamente do que estavam falando, não fazia sentido pra mim. Hoje fico em dúvida se o que mexeu comigo foi o fato de terem entendido errado ou de estarem pegando no meu pé. Talvez os dois.

Enquanto eu seguia não participando de festas, mas ouvindo os relatos de colegas – uns para os outros, não comigo –, sentia-me deslocado e afundava nesse autismo. Eu tinha certa raiva, talvez inveja, de um menino que entrou comigo no colégio, também vindo de outro lugar, mas que já na primeira semana de aula estava inserido nos grupos de amizades. Eu não dominava as regras de sociabilização e não tinha por perto ninguém que conseguisse perceber isso e me acordar. Era como se eu estivesse dormindo enquanto todo o resto vivia.

Tem um outro momento importante com esse menino do peixe. Certa vez estavam implicando com ele, chamando-o de gay por conta de seu jeito diferente, menos contido que o dos demais meninos. Ele era espontâneo e desafiador, beijava garotos no rosto, abraçada, mas também fazia o mesmo com as meninas. Eu admirava a coragem necessária pra fazer isso e ainda continuar passando por entre os grupos. Ele conseguia muito bem, mesmo que sua inteligência certamente bem acima da média causasse alguma inveja. Não minha, eu tinha outras coisas pra invejar, outros ódios pra sentir. Admirava a capacidade dele de se relacionar com todo mundo, de estar entre as pessoas, de ser chamado pros lugares. Ser reconhecido. Aí veio o dia em que a menina pegou no pé dele pelo seu “jeito afeminado”. Nem era, era só diferente, mesmo. Como eu estava por perto e ele percebeu que eu havia ouvido o caso, veio falar comigo. Eu disse – e me espanta o adiantamento do que eu só viria a conhecer esse ano na teoria queer – que a forma como ele se comportava não tinha relação nenhuma com o desejo que ele sentisse por homens ou mulheres, por pessoas, cachorros, sapatos. Naquela época eu não percebia o potencial dessa realização, para mim era simplesmente algo que eu repetia com afinco para tentar me convencer de que eu poderia ser normal.

O que mudou essa história foi um contato sexual com um estranho na praia. Eu lá sentado no escuro, na areia, e ele passou, me viu e percebeu que havia certo interesse no meu olhar. Por volta daqueles dias eu estava começando a romper a minha resistência em me envolver com seres humanos, já que estava iniciando um contato com um rapaz numa livraria, na praia, e percebendo que o desejo era mútuo. Foram dois meses muito interessantes, na praia, quando comecei a conviver com gente que se prostituía na adolescência e travestis, além de ter o carro da família à disposição para ir a festas. Ainda sem domínio das regras do jogo, eu simplesmente seguia aquela função toda e tentava aprender o máximo possível.

Eu dizia sempre que havia sido o sexo o que mudou minha relação com a vida, que me tirou do autismo e me colocou em fluxo. De fato, foi. Contudo, não o foi por sexualidade ser algo essencial, primordial, uma força que move a humanidade. Depois do sexo anônimo na praia e da paixão que não deu certo com o menino da livraria, eu voltei para Porto Alegre inspirado pelo desejo de encontrar um lugar em que eu pudesse me situar. Um espaço do qual eu pudesse participar sem ser deixado à margem, sem ser considerado de alguma forma inferior. Não sei se, na escola, algo me faltava, ou se era aos meus estúpidos colegas que algo sobrava. Passou algum tempo até eu entender que não preciso sentir raiva de ninguém. Posso sentir pena, pois acredito que eles continuam iguais ao que eram, e isso é um problema. Na cidade, conversei com amigos, comecei a estabelecer um entendimento do que estava acontecendo comigo. Iniciei minhas visitas a festas, interesses, relações.

Meio sem saber como o jogo funcionava, eu aprendi que poderia jogar igual.

Uma vez, no horário de almoço de um dia que tinha aula manhã e tarde, eu estava sentado sozinho num canto. Apareceram dois colegas, perguntaram o que eu estava fazendo, disse que nada e comecei a me levantar para acompanhá-los. Eu queria estar perto deles, não passar mais um almoço sozinho. Eles disseram algo como “não, não, pode ficar aí, a gente já está indo”. Isso tudo veio à minha cabeça por causa do filme Prayers for Bobby. Nele, o menino tenta de todas as formas não ser um pecador, não ser um homossexual. Ele queria ser diferente, mas não conseguia encontrar os meios pra isso. Como acontece em tantas histórias, ele poderia ter entendido, eventualmente, que não há um jeito certo de ser. O que eu queria, naquela época, não era beijar meninas no lugar de meninos, de ter amigos de um jeito ou de outro, de conversar sobre coisas sérias ou sobre amenidades. Eu queria beijar, ter amigos, conversar. “Ah, era só ter tentado”. Era mesmo? Eu me sentia invisível, incapaz de participar, desconhecedor das malditas regras. Era, eventualmente, acolhido por quem escolhia quebrá-las, e não soube aproveitar as amizades que surgiram dessas subversões. Somente depois da noite na praia é que aos poucos eu passei a me tornar visível para mim mesmo.

Eu não posso culpar meus colegas, professores, família, vizinhos. Ninguém tem o dever de ajudar outra pessoa a viver; e não culpo. Esse período de inexistência moldou em mim a força que eu tenho hoje pra estar vivendo o que vivo e gostando muito disso. Se voltasse ao passado, faria diferente? Claro que sim! Eu sempre invejei quem vivia desde sempre.

Repito o que eu disse na seleção do mestrado: se alguém tivesse feito isso por mim mais cedo, minha vida teria sentido pra mim desde muito antes. O que eu quero, como professor, é ser uma pessoa que poderá fazer isso pelos outros.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Trilha sonora da segunda temporada goiana

None of dem – Robyn
Jeu du foulard – Coralie Clement
The state I am in – Belle & Sebastian
For today I’m a boy – Antony and the Johnsons
First day of my life – Bright Eyes
I miss you love – Damien Rice
Palavras – Cássia Eller
Telegrama – Nando Reis
Hermanda Duda – Jorge Drexler
Sanar – Jorge Drexler
Fools by your side – Hal
Personal – Stars
Refugee – Oivavoi
Yesterday’s mistakes – Oivavoi
Roads – Portishead
On the radio – Regina Spektor
Sleepy Tigers – Her Space Holiday
The world will deem us dangerous – Her Space Holiday
Take me to the riot – Stars
On my own again – Kleerup (Feat.Lykke Li)
All is love – Karen O the kids
Objects of my affection – Peter Bjorn and John
Nessa temporada mudei o jogo novamente. Voltei de Porto Alegre acreditando não precisar de ninguém, que poderia viver sozinho e me virar sem amigos. Em pouco tempo descobri que estava enganado e que queria mais do que isso, mas sem saber como. Errei, acertei, apaixonei (e quem dirá se a paixão é um erro ou um acerto?). Foi tudo muito rápido, muito intenso. Conheci, beijei, gostei e então senti a ausência. Acreditei que um mês pudesse ser para sempre e aprendi algo com a dor de notar que não. Alegro-me de que meus erros não sejam os mesmos de outrora.
No ponto mais baixo da tristeza, vi-me tentando inclusive o que contrariava minhas crenças mais profundas. Desatei os nós dessa profundidade e, no processo, reencontrei uma felicidade que estava desacostumado a vestir. E agora preparo-me para virar o ano com tudo no lugar, coração feliz e alma entristecida, ambos reconciliados nessa ilusão que chamo de eu. Imagino que canções embalarão minhas aventuras nos anos vindouros...

Pensando 2010

Eu comecei a existir em 2006, saindo do meu estado de autismo. Bem, Ao fim desse ano completo cinco anos de existência, de experiências e experimentos. Minha vida ganhou não apenas um sentido, mas vários, e eles se sobrepuseram, contrariaram, distanciaram, aproximaram e mudaram. Alguns, inclusive, continuaram os mesmos.

Em 2006 a luta era por uma possibilidade de existência; quando 2007 chegou, minha preocupação era manter a realidade feliz que havia alcançado e transformar os elementos que não condiziam com a vida que sonhava pra mim; 2008 significou uma crise nesse mundo perfeito, na medida em que percebi que ele não me realizava plenamente, eu não tinha precisamente o que estava acreditando não precisar; em 2009 joguei-me à busca pelo novo, na tentativa de localizar, num turbilhão conceitual, quais caminhos poderiam ser trilhados e que destinos me importavam o bastante para serem buscados. A crise passou em 2010, quando tudo que havia sido fragmentado foi remodelado, ampliado, alterado.

Se esse foi um bom ano? Não posso dizer de todo, mas acredito que sim. Minhas amizades foram aprofundadas, minhas relações com outras pessoas, aumentadas, meus estudos estão cada vez mais animados. Estive feliz, chorei como há anos não fazia, dancei inúmeras últimas noites. Despedi-me de pessoas amadas, reencontrei e disse tchau novamente. Mudei de habitação quatro vezes. Deixei pessoas pra trás, fui deixado de lado, odiei, amei, briguei, vivi. Muito, muito mesmo.

Eu não sei, ainda, o que eu quero. Sei que quero algumas coisas, e vou atrás delas enquanto outros interesses não aparecem pra me guiar. O que me espera em 2011? Que promessas faço, o que tentarei arrumar, mudar, viver? Vou continuar o que 2010 significou: construir e reconstruir, destruir, repensar, remodelar. De novo e de novo. Viver.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Fim de temporada

Assim, com um sorriso, encerro mais uma temporada. Amanhã embarco para Brasília e de lá para Porto Alegre. Uma semana, tempo pequeno, momento rápido. A saudade não será matada, mas certamente aplacada até minha próxima visita. Entre 2010 e 2011 a temporada de férias se dará em dois cenários, com dois grupos de personagens distintos. Não sou mais protagonista de um cenário apenas, agora de dois, quiçá mais. Campinas também luta para entrar na história. Recife? Santa Catarina? Quantos lares abrigarão minha vida?

Meu medo da primeira temporada goiana não se repete: os personagens deve vez se manterão no elenco. Vários foram testados e falharam no gosto do público. Contudo, os que estavam lá desde o início continuam, e deles alguns vão seguindo.


Eu estou feliz, e certamente mais vivo do que nunca. Não tenho muito tempo ultimamente pra ficar triste, pra baixar a cabeça e os ombros. Melhor assim. Essa próxima não será uma temporada de sofrimentos.
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