domingo, fevereiro 17, 2013

Quando criança, eu queria ser um escritor famoso

Amanhã completa uma semana que eu criei a página do Facebook para a Raposa Antropomórfica. A existência dela é parte das minhas estratégias para alcançar mais leitores. Até o momento, 89 pessoas já curtiram a página e algumas inclusive comentam por lá. Não sei bem dizer o quanto ter uma página no Facebook ampliou ou não o alcance da Raposa. Além dela, comecei a tomar o hábito de comentar alguns blogs que sigo. Em uns, quando acho pertinente, coloco o link da Raposa. Em outros, simplesmente falo o que acho que precisa ser dito no momento e ainda não foi, ou deixo claro ao autor ou à autora de que maneira ler seu texto me afetou. Descobri que ter retorno dos leitores é importante (a Nádia-Letícia falou otimamente disso por aqui).

Estava aqui neste domingo de ventinho gelado pensando em como angariar mais leitores, quando me ocorreu que talvez eu estivesse fazendo isso pelo lado errado. Fui pesquisar na Raposa (minha terapia pública/particular) e descobri que já escrevi pelo menos duas vezes sobre isso, aqui e aqui. Aproveitei e revi algumas escritas antigas. Uau, como é possível que um estilo de escrever mude tanto ao longo dos anos? Terei eu sido vítima do meu próprio investimento no mestrado? Blérg.

Quando criança, eu queria ser um escritor famoso. Sempre teimava com o famoso, era o que eu buscava. Volta e meia eu me esqueço – e, como meus textos me mostram, eu também lembro – que para ser escritor famoso, antes de nada, eu tenho que ser escritor. A Raposa é parte disso, mas não pode ser o foco. Aí fica a pergunta: o que é necessário para isso que eu já percebi há pelo menos cinco anos (é, a Raposa não me deixa mentir) se torne parte do que eu acredito, do que eu sou, do que eu faço?

4 comentários:

ohlais disse...

A oportunidade mais próxima de "escritora famosa" que tive (no caso, colunista de um jornal pequeno), joguei fora. Não soube lidar com a pressão e preferi me refugiar no blog.
Ser lida é ao mesmo tempo fascinante e assustador. Fico sempre dividida entre me expor ou me esconder.

Pra tua pergunta, não tenho resposta. Acho que se questionar é um bom começo.

Tales Gubes disse...

O mais próximo que tive da parte assustadora de ser lido foram as reações de alguns leitores...

Acho que preciso colar na parede um bilhetinho dizendo "Ei, tu gosta de escrever, lembra? Então escreva." haha!

Christian Barreto disse...

Já faz um tempo que to querendo comentar aqui de novo, mas nunca consigo pensar em nada.

Já tive um blog que acabei abandonando pela falta de feedback dos leitores, quase não tive comentários. Sei que é bom e faz diferença receber apoio. E estou aqui pra dar isso, gosto do que você escreve, continue!

Tales Gubes disse...

Obrigado, Christian!
A Raposa é um dos meus projetos de vida para 2013, então tenho motivos bem fortes para não a abandonar... espero conseguir =p

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